|
Trechos iniciais (amostra) dos textos originais do Livro Inédito:
Estudando
o Livro
© Francisco de Carvalho Quem
leu minhas obras, assistiu minhas palestras, participou de meus cursos,
etc. logo percebeu (metaforicamente falando, é claro) que, se um “fã-clube
Ramatis” existisse, dele eu seria o fundador. Agora falando sério,
minha profunda admiração por Ramatis não é gratuita nem fruto da
famigerada fé cega, e sim se deve à qualidade e à quantidade dos
claros, profundos e lúcidos ensinamentos dele, os quais, na minha opinião,
o classificam como um dos mais sábios instrutores espirituais da Terra. Sumário
Parte 1 Queima
de Judas Essa
tradicional prática ainda é uma prova do lastimável atraso de grande
parte da humanidade porque alimenta um dos piores sentimentos humanos –
a vingança – com o agravante de que os seus fatos geradores
ocorreram há 2.000 anos. Sem nenhuma dúvida trata-se de um costume
infeliz e totalmente em desacordo com os ensinamentos crísticos de perdão! Além
disto, é um atestado de ignorância espiritual de tantos quantos o
pratiquem porque demonstra que eles também desconhecem a Lei de
Progresso. Em verdade, Judas, desde muitos séculos, é espírito
plenamente redimido e perfeitamente integrado no Evangelho de Jesus. Enfim,
este bárbaro costume popular também consiste na total inobservância do
Divino Ensinamento “não julgueis”! Páscoa
Judaica Instituída
que foi por Moisés há cerca de 3.000 anos, é o período anual em que os
judeus lembram, com atitudes e alimentação restritas, as privações dos
seus antepassados quando da fuga do Egito. Realmente,
justiça seja feita, é um costume bem mais compreensível do que o nosso
tão tradicional Natal, quando se comemora o nascimento de Jesus com
festas e excessos gastronômicos, na maioria da vezes até se esquecendo
do divino motivo daquele feriado nacional. Êxodo
(XII: 15 e 17) – “Sete dias comereis pães asmos. Ao primeiro dia
tirareis o fermento das vossas casas porque qualquer que comer pão
levedado, desde o primeiro até o sétimo dia, aquela alma será cortada
de Israel. Guardai, pois, a festa dos pães asmos porque naquele mesmo dia
tirei vossos exércitos da terra do Egito, pelo que guardareis este dia
nas vossas gerações por estatuto perpétuo.” Páscoa
Católica Obviamente
foi instituída depois da morte de Jesus. Nada tem a ver com a Páscoa
Judia, a não ser a escancarada imitação. Anualmente
começa na “Sexta-Feira Santa”, dia do flagelo, calvário e morte de
Jesus. Termina do “Domingo de Páscoa” que comemora a falsa
“ressurreição em corpo e alma” do Divino Mestre Jesus. Jesus Como todos sabemos, durante as comemorações da Páscoa Judaica ele foi pregar a Boa Nova (o Evangelho) em Jerusalém. Anteriormente
ele nunca fizera isso, por fortíssimos motivos que veremos adiante. Parte 2 O clima evangélico As pregações da Boa Nova já estavam no terceiro ano consecutivo. A aceitação continuava boa, tanto pelo povo como por muitas pessoas ricas e cultas. Entretanto,
Jesus sentia necessidade de reavivar o estímulo doutrinário porque os
adeptos, e até os próprios discípulos, já demonstravam certo desânimo
pela demora da concretização do “Reino de Deus”, embora os mais fiéis
continuassem devotando os mais puros sentimentos à causa cristã. Tal
situação era justificável pelo fato daquela gente simples, porém
supersticiosa e imediatista, não possuir força espiritual suficiente
para alimentar, por longo tempo, um ideal muito acima do prosaico da vida
humana. Como crianças que se cansam quando submetidas à disciplina severa ou rígidas normas de boa conduta sem compensações
imediatas, aquelas almas primitivas sentiam necessidade de provas
materiais para alimentar sua fé. Afinal, eram criaturas que, embora
simples e de boa índole, estavam subordinadas ao carma da pobreza, doença
e humilhação. Além disto, vale lembrar outro fato extremamente
importante e significativo: aquele povo constitui o primórdio (o marco
zero) da religiosidade monoteísta. Outros
problemas Em
primeiro lugar, Jesus se preocupava com os compromissos familiares de seus
discípulos, os quais mostravam-se ansiosos pelo fim daquele peregrinação
incessante pelas cidades da Judéia. Em segundo lugar, eram cada vez mais freqüentes os sarcasmos e as provocações dos esbirros (espécie de soldados) do Sinédrio (o clero judaico) aos quais Jesus não admitia nenhuma reação vigorosa, sempre alegando o amor e a paz do Evangelho. Os adeptos mais decididos achavam que tal atitude enfraquecia o movimento cristão, e que já era hora de se tentar uma empreitada corajosa para dar posse definitiva ao “Rei de Israel”, conforme constava nas profecias de Isaias e Miquéias. Em
terceiro lugar, novos adeptos, interessados nos potenciais proveitos
materiais do "Novo Reino", solapavam as bases do Cristianismo e
concorriam para as falsas interpretações do Evangelho, ao que Pedro
protestou: O
apóstolo Pedro Era
sempre infatigável, decidido e fiel. Sua alma rude, mas de sentimentos afáveis,
aceitava sem protesto qualquer instrução ou recomendação do Mestre.
Por isso, a história o consagrou como a '"rocha viva" em que
Jesus assentou a base da sua doutrina! Das próprias vacilações durante
a prisão do Mestre, ele depois se redimiu com sua morte sacrificial em
Roma, quando foi resignadamente crucificado de cabeça para baixo. O
apóstolo João João,
o discípulo amado, cuja afeição, atividade e desprendimento eram
incomuns, possuía um caráter superior e se devotava incondicionalmente
à causa cristã. Jamais demonstrou tédio, cansaço ou opôs dúvida a
seu querido Mestre. No entanto, a sua alma de poeta, responsável pela
apoteose do próprio Evangelho, vivia povoada de fantasias e superstições,
tornando-se um crente fácil do miraculoso! Outros
apóstolos Bartolomeu, André, Felipe, Tadeu e outros também estranhavam a demora do mestre em manifestar as suas forças gloriosas ou de pôr-se a caminho de Jerusalém para as pregações eloqüentes, onde deveria assumir o poder em Israel e cumprir as profecias do Velho Testamento. Aliás, Felipe não confiava no sucesso daquela empreitada messiânica, alegando a necessidade de um sangue novo, dinâmico e resoluto que viesse galvanizar a todos. Bartolomeu era peça indecisa, que não sabia bem para onde pender. Faltava-lhe entusiasmo e deixava-se arrastar pelas palavras dos mais eloqüentes, movendo-se qual autômato entre os companheiros à espreita de novidades. Tomé e Simão Cananeu já não confiavam em Jesus quanto ao futuro. Eles amavam o seu querido mestre, mas não escondiam a dúvida quanto a realização de todos os acontecimentos preditos por ele. Em suas confabulações reservadas, chegavam a alimentar a idéia de que Jesus, às vezes, não parecia lógico e sensato nas suas divulgações, razão porque nem tudo que ele pregava deveria ser aceito sem reservas. Mateus, reservado e atencioso, não destoava da comunidade pois trazia em si a disciplina do homem acostumado a lidar com a alma humana, a ser mal julgado apesar do bom procedimento. André e Tadeu formavam grupo à parte pois não possuíam envergadura para imporem suas idéias. Por isso, facilmente aceitavam as palavras do mestre Jesus e aguardavam tranqüilamente os acontecimentos. Tiago, irmão de João, sofria a influência deste e esperava o milagre das legiões angélicas intervirem no momento oportuno. O
apóstolo Judas Judas, filho de Simão Iscariodes, homem retraído e indócil, vivia entre os apóstolos mas não comungava com os seus sentimentos pois não escondia os seus ciúmes pela preferência que Jesus devorava a Pedro, João e Tiago o maior. Ele movimentava os bens da comunidade, da qual era tesoureiro, em negócios especulativos e até perigosos, mais preocupado com o êxito do Cristianismo do que com a sua mensagem essencialmente espiritual. Judas
sentia-se atraído pelos ricos e poderosos, pois não perdia ensejo de
doutrinar os afortunados, políticos influentes e sacerdotes de Jerusalém,
alegando aos companheiros que não poderia haver sucesso no movimento
cristão libertador através das criaturas famintas, maltrapilhas e
ignorantes que constituíam a corte de Jesus. Fazia promessas atraentes e
assumia compromissos prematuros, prometendo ótimas regalias para os
candidatos que fizessem o seu ingresso no "Reino de Israel" como
“fundadores”, pois o Messias estava prestes a se revelar e seria o
supremo mandatário do povo judeu. Em verdade, ele não confiava no êxito da causa cristã pela interferência de legiões angélicas, como admitiam quase todos os partidários, nem acreditava que tudo isso se realizaria por força das profecias de Isaias e Miquéias, razão porque de há muito tempo buscava atrair homens de temperamento enérgico e experimentados, afim de assegurar a vitória final. Judas não consultava os demais companheiros em suas empreitadas ocultas, pois pretendia precipitar os acontecimentos e assim obrigar Jesus a agir, de imediato, no sentido de fazê-lo marchar para Jerusalém, onde então viria às suas mãos o poder da Judéia. Caráter
dúbio e utilitarista, ambicioso e imprevidente, ele não acreditava no
“Reino de Deus” expresso pela fórmula espiritual que exigia o sacrifício
e a renúncia dos homens. No entanto, reconhecia em Jesus um líder e
comandante inato, que sabia arregimentar as multidões pela força hipnótica
de suas idéias e pela eloqüência de suas palavras. Era óbvio que ninguém
resistiria, em Jerusalém, ao verbo inflamante do Rabi da Galiléia quando
ele conclamasse todos os judeus para o arremesso histórico de expulsar os
romanos e destronar Herodes. E concluía: Observação - Se contarmos os apóstolos acima referidos encontraremos um total de onze. Mas eles eram doze. Quem está faltando? É o outro Tiago, xará de Tiago o maior, tio de Jesus. Parte 3 Profecias Muitas
vezes vimos citações das profecias de Isaías e Miquéias que afirmam o
“reinado” de Jesus sobre o povo de Israel. Como estudiosos de
“mentes abertas”, precisamos analisar alguns importantes aspectos: Por
exemplo – Visão de um bombardeio aéreo, milênios ou séculos antes da
invenção do avião e das bombas. O profeta poderia descrever: Conclusão No
estudo honesto das profecias nunca devemos fazer precipitadas e
imprudentes interpretações “ao pé da letra”, e sim devemos ser
sensatos, prudentes e humildes como a única maneira de nos habilitarmos a
perceber “o espírito que
vivifica” e não “a letra que mata”, principalmente para não
trocarmos “gato por lebre”. Parte 4 As
considerações de Jesus Ele
reconhecia que, malgrado o sincero afeto e a incondicional lealdade dos
seus discípulos, o desânimo e a impaciência estavam lavrando fundo em
seus seguidores. Embora tentasse, ele não vislumbrava solução que não
desmentisse os princípios cristãos. Além disto, o seu corpo físico
estava cansado e ele temia desencarnar antes de consolidar a sua obra
messiânica. O
que ele fez Procurou
solucionar, primeiramente, os problemas das vidas familiares dos seus discípulos.
Liberou os casados e os arrimos de família e, somente os solteiros
desimpedidos escalava para as tarefas inadiáveis. Entretanto,
por um lado pressionado pelos apóstolos – e principalmente por
Pedro, que se deixava sensibilizar pela opinião de centenas de adeptos
– e por outro lado movido por um estranho impulso oculto, Jesus resolveu
atendê-los e, finalmente, iria pregar o Evangelho em Jerusalém, como
esperança última de obter o ansiado estímulo renovador em seus adeptos. Mas,
intimamente Jesus relutava quanto a essa viagem a Jerusalém, o que considerava um evento prematuro para as suas pregações impregnadas da poesia e do encanto provincianos da Galiléia. Temia a recepção frígida dos Jerusalemitas, sempre sarcastas para com as idéias e os empreendimentos dos galileus ou, pior ainda, ser motivo de escárnio ao enfrentar, em público, os sacerdotes, duros de coração, embora hábeis e astuciosos malabaristas das letras e dos sofismas. Sem dúvida, sua obra seria desgastada em Jerusalém, com sérios prejuízos para o futuro, caso retornasse a Nazaré frustado e humilhado! Tomé Cauteloso e ponderado, considerou que a ida de Jesus a Jerusalém não passava de perigosa aventura, pois circulavam rumores de que Jesus seria preso ao chegar à cidade e, talvez, a ordem de captura já estivesse expedida! Finalmente,
a decisão! Jesus
reuniu os seus adeptos e lhes informou que tinha decidido ir a Jerusalém
durante as próximas festividades da Páscoa, não como visitante, e sim
para pregar o Evangelho nas sinagogas, nas escolas e, quem sabe, até nos
pátios do próprio templo de Jerusalém, onde só falavam ao povo os mais
famosos oradores da Judéia. A
reação dos apóstolos Como
era de se esperar, o júbilo foi imenso! Afinal, concluíram eles: Em
Betânia, diante da casa de Ezequiel, local onde foi anunciada tal decisão: Três
exceções: Jesus,
ante aquela reação dos seus seguidores Aquelas
manifestações de intenso júbilo, realmente, chegaram a contagiar, de início,
o mestre. Entretanto, logo em seguida, ele ficou surpreso e preocupado diante
da distorção perigosa que a multidão atribuía aos seus valores
espirituais pregados há mais de três anos. Até já o tratavam com reverência
e o chamavam de Rei de Israel. Para
Jesus, estava claro que os seus adeptos o seguiriam a Jerusalém não para
pregar a Boa Nova como sempre o fizeram, em paz e com humildade, e sim
porque estavam cegos pelo entusiasmo das suas emoções descontroladas,
sob um prudente aspecto sedicioso, esquecido de que o povo de lá poderia
pensar de modo diferente. Preocupado,
ele se questionava intimamente: Numa
autocrítica, ele se sentiu culpado porque, como fruto da sua vida
introspectiva e alheia às atividades cotidianas dos seus adeptos, ele não
observara tais deturpações tão perigosas. Lembrete
- Sempre que nos referirmos aos "espíritos das sombras" devemos
nos lembrar que o correto seria chamá-los de "espíritos que AINDA
estão nas sombras" haja vista que a divina Lei de Progresso atinge a
todos, sem exceção. Conseqüentemente, todo aquele que é hoje é um
"anjo" no passado já foi um "demônio", e
vice-versa... Entretanto,
Jesus não podia mudar de idéia porque, com tal atitude, poderia
esfacelar, definitivamente, ali mesmo em Betânia, a sua doutrina. Mas ele
não poderia seguir para Jerusalém sem esclarecer aquela multidão. Pedido
de ajuda ao Pai! Jesus,
após cessarem as ruidosas manifestações de júbilo e alegria, se
recolheu aos seus aposentos, na casa de Ezequiel. A
compreensão de Jesus Claramente
ele percebeu, através das imagens mentais projetadas pelos espíritos que
o assistiam, que a sua ida a Jerusalém consistia, para o Cristianismo, não
em perigosa aventura! Para Jesus, o alto preço (no nosso julgamento) que ele deveria pagar para o fiel cumprimento da sua Divina Missão – o seu desencarne – não foi por ele sequer considerado! O único motivo da sua grande preocupação era o destino do Cristianismo, nunca o que viesse a lhe acontecer! Em verdade, a dor do seu iminente desencarne não foi sequer cogitada por ele porque o que estava em jogo não era a sua morte física que, mesmo se visse a ocorrer de maneira violenta, dolorosa e demorada, representaria uma libertação para ele, anjo exilado, voluntária e altruisticamente, em nosso planeta primitivo. Afinal
de contas, pensou Jesus: Para
Jesus: Em
resumo, Jesus sabia que cabia-lhe morrer para que vivesse o
Cristianismo, para que com seu sangue fosse cimentada, em definitivo,
a Boa Nova, para que o Evangelho fosse legado para a posteridade! A
comunicação de Jesus aos seus apóstolos O
Divino Mestre, agora tranqüilo, reuniu os seus apóstolos e, com familiar
ternura, disse-lhes: Compreensivelmente, a reação dos apóstolos foi entreolharam-se surpresos, aflitos e inquietos. Parte
5 Após
a compreensão do iminente desfecho da sua missão Jesus sabia que, após a sua breve saída para Jerusalém, não voltaria mais à sua terra natal. Então ele foi rever, pela última vez, os seus parentes, amigos e a Galiléia. Ironicamente,
nessa sua última visita a Nazaré ele teria uma das piores acolhidas por
parte de seus irmãos e parentes. Jesus reuniu toda a sua parentela Tranqüilamente
ele os exortou a seguirem o caminho do Senhor, desprendendo-se do apego
excessivo aos bens materiais. A
reação dos seus parentes Com
aquela exortação Efrain Esclarecendo
– O motivo da tremenda preocupação de Efrain era bem claro porque ele
temia, desesperadoramente, que seus bens pudessem ser seqüestrados,
conforme acontecia quando a justiça hebraica ou romana exigia, da própria
família, a cobertura de prejuízos causados por algum membro sedicioso. A
reação de Jesus Manteve-se
silencioso durante a discussão, antes as censuras de seus parentes e irmãos
fortemente influenciados por Efrain, os quais pareciam julga-lo num
tribunal doméstico. Mostrou-se conformado pois, ali mesmo, começavam
realmente as suas dores e paixões na forma daquelas censuras,
insultos e ameaças de seus próprios familiares. Estava cansado,
pobremente vestido e seu rosto não escondia a tristeza da ausência de
afetos dos seus próprios consangüíneos que não podiam compreendê-lo
quanto ao seu apaixonado devotamento ao bem da humanidade. É certo que
nenhum ressentimento se fazia no seu coração boníssimo, pois entendia
perfeitamente que eles não estavam em condições espirituais para
viverem uma existência liberta de interesses e paixões. Os
dois Tiagos Apenas Tiago, o maior, irmão de Maria e portanto seu tio, companheiro incondicional até os últimos dias, procurava justifica-lo perante os demais irmãos, cunhados e cunhadas temerosos da hostilidade de Jerusalém. Surpreendentemente: Os
últimos dias de descanso Jesus descansou apenas dois dias no seio do lar, pois pretendia antecipar-se em Jerusalém uma semana antes da páscoa. Apesar
da hostilidade de seus parentes mais exaltados, ele ainda gozou de um bom
lenitivo por parte de suas irmãs, principalmente Ana, que muito se
afinava com ele. Trataram-no com muito carinho, como é mais próprio dos
sentimentos brandos e acessíveis de mulher, chegando a interessar-se por
suas idéias e desejarem-lhe êxito em Jerusalém. É certo que não
podiam entender o sentido místico e profundamente espiritual da sua obra
messiânica, empreendida sem qualquer objetivo utilitário. Em doce colóquio com essas irmãs queridas e sua mãe, que fortemente influenciadas por Efrain, desaprovavam o prosseguimento das pregações, Jesus recuperou-se na sua emotividade abatida, e o ânimo já se mostrava em sua face. Maria Ela Numa
derradeira tentativa: Ante
aquelas palavras de Maria Jesus ouvia silenciosamente aquela exortação amorosa de sua querida mãe, mas não se deixou persuadir a abandonar a sua viagem a Jerusalém. Através de sua elevada cortesia espiritual, fez-lhe ver o motivo porque conseguirá sobreviver no mundo hostil da matéria e relembrou-lhe os primeiros dias de infância, quando sua alma já havia abdicado dos bens da vida para servir ao Senhor, em espírito! Para
Jesus, aquilo era próprio do seu temperamento espiritual, e ele jamais
vivia em função de qualquer benefício ou gozo espiritual. A sua ventura
provinha somente desse sonho e ideal de semear a felicidade nos corações
alheios. Observação
importante Precisamos
estar atentos! Relembremos
que os pais de Jesus foram cuidadosamente escolhidos, em especial a sua mãe,
com a missão específica de não interferirem na educação de Jesus,
a qual ficaria o cargo de seus anjos tutelares. Assim sendo, tanto Maria
quanto José cumpriram fielmente os papéis assumidos! Em
outras palavras, na programação de Maria não constava uma atuação
decisiva no Cristianismo, tipo ombro a ombro com Jesus. Portanto,
justamente ao contrário da primeira e superficial impressão, foi
perfeitamente compreensível aquele comportamento de Maria quando tentou
dissuadir o seu filho amado de aventura tão perigosa para ele e para toda
família! A
despedida Resistindo
a todos os apelos das irmãs e de sua mãe, às ameaças e aos insultos
dos demais parentes, Jesus decidiu-se a partir, tendo, no dia anterior,
combinado com os seus discípulos e outros companheiros para o esperarem
na zona sul, à saída da cidade. A
sua despedida foi entremeada de apodos e ditos ferinos de seus familiares
despeitados ou enraivecidos, enquanto Efrain tinha os olhos congestos
de ira e desespero. Alguns chamavam-no de fujão, e os discípulos, que
vinham se achegando, tiveram de retornar ameaçados de represálias.
Zombaram de seu título de “Filho de Deus” e expuseram suas idéias de
modo leviano e tolo. Tudo fizeram para irritá-lo, numa desforra de última
hora, ao vê-lo nos seus propósitos de pregações em Jerusalém. Jesus Efrain Logo
após a despedida de Jesus Parte 6 Naquela
reação dos parentes de Jesus Mais
uma vez... Uma
das características de Jesus Como
é óbvio Esclarecimento Parte 7 A
marcha para Jerusalém Conforme
combinado Obviamente
o mestre Jesus A
entrada “triunfal” em Jerusalém É
preciso esclarecer! Jesus,
contagiado por aquela onda de vibração efusiva, cruzou, ereto e
magestoso, a porta áurea de Jerusalém: Outra
correção histórica A
procissão pelas ruas de Jerusalém As
ruas de Jerusalém estavam repletas por pessoas de várias raças e regiões
que para ali haviam acorrido para as festividades da Páscoa. Jesus
e seus seguidores Os
forasteiros estavam admirados, acreditando que se tratava de alguma
festividade ligada à Páscoa. Mas os cidadãos jerusalemitas riam e
divertiam-se gostosamente, ao reconhecerem os galileus metidos em alguma
aventura provinciana. Os comerciantes berravam insultos e protestos,
temerosos de terem prejuízos com a passagem daquela multidão enorme e
ruidosa, o que realmente aconteceu, embora causando prejuízos de pequena
monta, tais como roubos de frutas, derrubada de balcões e toldos, etc. O
certo é que, após a passagem daquela multidão em cada rua estreita, atrás,
centenas de braços eram sacudidos em raivosas e enérgicas ameaças. O
acidente no Templo Aquela ruidosa procissão, após percorrer as ruas principais da cidade, desembocou junto à porta principal do templo, enorme e vasta, que dava para o primeiro pátio, o Pátio dos Gentios, onde era permitida a presença de qualquer pessoa, inclusive os romanos. No
Pátio dos
Gentios era
realizada a mais fabulosa atividade da vida dos judeus, como era o comércio
religioso oficializado pelo Sumo Sacerdócio, onde se acumulava incalculável
massa de criaturas representativas de todas as profissões, raça, cultura
e posição social da Judéia. Naquele
momento Nesse
exato instante Jesus Portanto,
atenção! Após
os infelizes acontecimentos no Templo Jesus
esperou os demais discípulos em local quase deserto e sob a sugestão de
Tomé. Depois de reunidos, eles se dirigiram à granja de Jesiel, ao pé
do Horto das Oliveiras, onde ficaram hospedados. Após serem afetuosamente recebidos naquela granja, depois de nutritiva refeição todos dormiram, exaustos pelo duro dia, exceto Jesus que mantinha-se acordado até altas horas e orava fervorosamente ao Pai afim de conhecer-lhe a vontade e analisar as causas que haviam produzido aquele domingo infausto para a sua causa de natureza essencialmente espiritual! = FINAL DESTA AMOSTRA = Para receber por e-mail este texto COMPLETO, faça seu pedido conforme a Segunda Opção que está descrita logo no início da página "A SEGUNDA BOA IDÉIA" deste site PortaLuz www.portaluz.com.br
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
e-mail : francisco@portaluz.com.br |