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ESPIRITISMO SOB UMA ÓTICA = ou então = Uma visão IMPARCIAL do Espiritismo
© Francisco de Carvalho Caro(a) leitor(a), temos motivos de sobra para considerar pelo menos “suspeitos” os pareceres sobre determinadas doutrinas religiosas e/ou filosóficas, quando feitos por pessoas com vínculos diretos e/ou indiretos com aqueles credos, mesmo que aquelas pessoas sejam idôneas e bem intencionadas. Por que? Porque, por mais que aquelas pessoas se esforcem, elas podem ser influenciadas, mesmo que subconscientemente, pelos vínculos que têm com aquelas doutrinas, quando não por deveres de irrestritas lealdade e fidelidade a elas. Por exemplo, este seria o caso de uma análise sobre reencarnação feita por um padre da Igreja Católica ou por um pastor de uma Igreja Protestante, igrejas estas que pregam abertamente que a reencarnação não existe, ou então uma análise do Espiritismo feita por um espírita convicto e praticante, pior ainda se for um espírita radical e ortodoxo. Por este motivo, nada melhor do que alguém neutro, porém com o mínimo necessário tanto de conhecimento como de experiência, para analisar, com imparcialidade, um determinado assunto. Este deve ser o caso da presente análise do Espiritismo, como pretendem demonstrar os fatos verídicos relacionados a seguir, nas Partes 1 a 3. = Parte 1 = Justificativa Inicialmente, o autor pensou em colocar esse histórico no final deste trabalho, justamente para dar destaque ao objeto desta análise. Entretanto, se ele fizesse isto, muitos leitores, ao lerem as primeiras partes deste texto, poderiam ter a equivocada impressão de que esta análise – ao contrário do que é e do que claramente indica o seu título – seria mais uma obra espírita a enaltecer os extraordinários méritos do Espiritismo. Portanto, caro(a) leitor(a), para compreender porque esta análise do Espiritismo é realmente neutra, imparcial e universalista, leia atentamente o histórico a seguir. Mas, por favor, seja você espírita ou não espírita de qualquer bandeira religiosa ou filosófica, faça isto despido de preconceitos, e também à luz da lógica, da razão e do bom senso. Muito obrigado! Agora vamos a este histórico verdadeiro. = Parte 2 = Histórico
da postura universalista do autor Quando começaram a ocorrer os fatos descritos neste histórico, o autor tinha 22 anos e fazia seus estudos universitários de arquitetura. Por ser intransigentemente racional, ele não aceitava nem praticava nenhum credo religioso porque as religiões tradicionais exigiam absoluta fé cega dos seus adeptos, além de não permitirem questionamentos sobre suas doutrinas rígidas, ensimesmadas, inabaláveis e donas da verdade. No decorrer dos cinco anos seguintes, ocorreram com ele três fatos traumáticos e significativos que acabaram por produzir e solidificar a lúcida, firme e serena postura universalista dele. O primeiro
fato Em 1969, subitamente, a namorada do autor, que anos depois seria a primeira esposa e a mãe dos filhos dele, perdeu o completo controle dos seus membros superiores e inferiores. Os múltiplos exames clínicos e laboratoriais que se seguiram nada conseguiram detectar. Quando aquela jovem estava para ser internada numa clínica psiquiátrica – esse era o recurso extremo, naquela época, para doenças cujas causas não conseguiam ser descobertas pela medicina – um grupo de pessoas, atendendo aos desesperados pedidos da mãe dela, entrou no quarto dela e, após alguns minutos – surpresa!!! – ela saiu daquele quarto sorrindo, andando normalmente, com pleno controle dos seus braços e pernas. Quando o autor
se refez do tremendo susto que tomou, ele ficou ainda mais perplexo quando
o líder daquela equipe, que depois ele saberia que se tratava do
presidente do Centro Espírita Mensageiros da Luz, disse em voz alta: Mas o susto
maior veio em seguida, quando aquele líder espiritual olhou e apontou
para o autor e lhe disse em voz alta e firme: Dito e feito. O autor cumpriu aquelas determinações à risca, haja vista que ele testemunhara, mesmo sem entender nada, a “milagrosa” cura instantânea da namorada dele, porém cumprindo o seguinte ritual: Quando ele chegava na esquina da rua daquele centro, olhava para todos os lados, para se certificar de que nenhum amigo dele o viria entrar num centro espírita, o que, naquela época, ele considerava lugar “de gentinha”, ou de pessoas inferiores, incultas e supersticiosas. Em seguida ele deixava a namorada na porta daquele centro e ia embora rapidamente, só voltando na hora acertada para pegá-la. Em um daqueles dias, quando o autor estava deixando a namorada dele na porta daquela casa espírita, a secretária daquele centro o presenteou com um livro espírita, cujo título ele não se lembra. Ele não tinha nenhum interesse em ler nenhum tipo de livro espírita ou similar, mas ele aceitou aquele presente em consideração ao empenho fraterno e solidário daqueles espíritas em ajudar a namorada dele, e também, afinal de contas, por uma questão de educação. No entanto, por curiosidade, apenas por curiosidade, ele acabou lendo aquele livro, quando ocorreu com ele o segundo fato traumático e significativo. O segundo
fato Na medida em
que ele lia aqueles (inéditos, para ele) textos sobre reencarnação, lei
de causa e efeito, mediunidades, vida após a morte, obsessão, desobsessão,
etc., ele chegou a pensar que estava enlouquecendo porque, enquanto o seu
extremamente racional “eu consciente” rejeitava e abominava firmemente
aquelas crendices tolas, idiotas e infantis, interiormente ele tinha uma sensação
que podia ser traduzida da seguinte maneira: Finalmente, quando ele conseguiu se acalmar e conviver com aquela inusitada experiência, tomou a firme decisão de “tirar a prova dos nove” daquela tão grande e extrema divergência entre o “eu consciente” e o “eu interior” dele. Como ele decidiu fazer isto? Através da leitura e da análise da maior quantidade possível de livros espíritas e não espíritas sobre aqueles assuntos transcendentais. Como resultado daquele persistente estudo, quanto mais daqueles livros ele lia, analisava e estudava – sempre com o máximo espírito crítico e com os máximos possíveis bom senso, lógica, sensatez e racionalidade – mais fortes e mais preponderantes ficavam aqueles pareceres do “eu interior” dele, e mais o “eu consciente” dele passava (mesmo com relutância) a acreditar racionalmente em reencarnação, lei de causa e feito, vida após a morte, mediunidades, obsessão, desobsessão, etc., porém não considerando que aqueles temas transcendentais fossem criações e/ou exclusividades espíritas, e sim fatos e fenômenos normais e naturais da vida. Posteriormente ele também compreendeu que aquelas sensações do “eu interior” dele – que, repetindo, passaram a se manifestar quando ele começou a ler (criticamente) muitos e muitos livros sobre aqueles assuntos – eram fatos normais que podiam ocorrer com qualquer pessoa, haja vista que se tratavam de simples recordações dos conhecimentos que ele adquirira e desenvolvera em encarnações anteriores. O terceiro
fato Cinco anos depois ele já estava plenamente engajado nos trabalhos daquele centro espírita, no qual regularmente fazia palestras e ministrava dois cursos que ele desenvolvera, e também presidia a juventude daquela instituição. Em paralelo já começara a escrever os originais de seus livros sobre temas transcendentais. Naquela época,
novamente ele começou a sentir aquela manifestação do “eu interior”
dele que, daquela vez, lhe “dizia”: O autor
“gelou” e “amarelou” com aquelas quatro características
inusitadas (e muito corajosas) que deveriam ter o trabalho dele! Porém o
que mais o preocupou foi o seguinte dilema atroz: Em verdade, o motivo de tamanha preocupação era duplo porque, por um lado, ele sabia que muitos e muitos espíritas (e também não espíritas) consideravam aqueles temas transcendentais como “assuntos espíritas” e, por outro lado, ele já conhecia as posturas radicais de muitos espíritas. Em outras palavras, ele antevia que seria terrível a reação de muitos espíritas, inclusive amigos dele, se ele tirasse o tão honroso “rótulo” de espírita. Mas a “voz
interior” dele continuava insistindo com clareza, firmeza, lucidez e
serenidade: Os dias, semanas e meses se sucediam, e cada vez mais o “eu consciente” do autor se convencia de que aquela “voz interior” dele novamente estava certa, portanto, ele devia se armar de suficiente coragem e fazer o que devia. E um dia ele fez! Ele assumiu publicamente sua postura livre, neutra, independente, eclética, holística e universalista em suas palestras e cursos, e posteriormente em seus livros e no seu website. Conseqüentemente, ele recebeu e recebe críticas, foi e é alvo de preconceitos de muitos espíritas radicais e até de não espíritas. Mas, desse caso verídico cuja narração agora está se encerrando, foram e são muitos os lados bons! Por exemplo: Em primeiro
lugar Em segundo
lugar Em terceiro
lugar Em quarto
lugar Em quinto
lugar = Parte 3 = Pronto!
Agora sim! Caro(a) leitor(a), graças à sua paciência em ler este histórico detalhado e honesto, agora você já tem motivos para acreditar que é suficientemente embasada a seguinte análise dos extraordinários 17 (dezessete) méritos do Espiritismo, a maioria inéditos. Mas o melhor de tudo é que, graças à sua leitura daquele histórico do autor, você também já tem motivos para crer que a seguinte análise é realmente neutra e imparcial, ou então, em palavras bem humoradas, para acreditar que não se trata de mais um trabalho espírita a “puxar a brasa para a sardinha” do Espiritismo... =
Parte 4 = A
inédita versão saneada O advento oficial da Doutrina Espírita ocorreu em 1857, na França, em plena efervescência da era racionalista na Europa, com a publicação de "O Livro dos Espíritos", de autoria de Allan Kardec. Antes disto, ou seja, antes do Espiritismo, as únicas versões do Evangelho de Jesus que existiam eram aquelas constantes no Novo Testamento tanto da Bíblia católica quanto da Bíblia protestante. Estas tradicionais versões do Evangelho (Novo Testamento) - que ainda constam nas atuais Bíblias católica e protestante - embora reflitam, em maior ou menor grau, o espírito da doutrina de Jesus, estão longe de serem absolutamente fieis à realidade da vida e do Evangelho de Jesus. Por que? Porque, embora os líderes católicos e protestantes não esclareçam aos seus fiéis: Em primeiro
lugar Em segundo
lugar Em terceiro
lugar Em quarto
lugar Observação - Antes da "vulgata" de Jerônimo, as versões existentes tanto do Velho Testamento quanto do Novo Testamento eram em grego - ou seja, já tinham sido traduzidas do hebraico para o grego - e constituíam duas obras distintas. A "vulgata" consistiu na união, em uma só obra em latim (a Bíblia) daqueles Velho Testamento e Novo Testamento em grego. Em quinto
lugar Em resumo, pelos motivos expostos, e por muitos outros que poderão ser analisados no mencionado livro de Dr. Celestino, podemos concluir que o Novo Testamento constante nas atuais Bíblia católica e Bíblia protestante não são absolutamente confiáveis – muito pelo contrário... – embora, repetindo, reflitam, em maior ou menor grau, o espírito da doutrina de Jesus, doutrina esta que, da parte de Jesus, não criou nenhuma religião. Observação - Para se ter uma idéia das ciclópicas dificuldades de interpretação dos textos originais (em hebraico) do Velho e Novo Testamento, e também das posteriores traduções para o grego e outros idiomas, o Dr. Celestino lembra que, para tal tarefa, podem ser empregadas duas diferentes técnicas: A Hermenêutica, que consiste na interpretação ao pé da letra dos textos, e a Exegese, que é a interpretação do significado moral e espiritual do texto. O pior de tudo é que a técnica mais utilizada foi a Hermenêutica... Finalmente, após quase 2.000 anos daquelas múltiplas e sucessivas deturpações da vida e da obra de Jesus – através de erros voluntários ou não, decorrentes de múltiplas traduções, interpretações, supressões, acréscimos, revisões, etc. – o livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de autoria de Allan Kardec e de muitos espíritos que lhe enviaram mensagens mediúnicas, nos apresenta a primeira versão saneada, e portanto mais confiável, da doutrina de Jesus. =
Parte 5 = Os
inéditos esclarecimentos Antes do Espiritismo, nenhuma doutrina religiosa ou filosófica esclarecera, em bases racionais e lúcidas, os fenômenos "paranormais", em particular os mediúnicos. Muito pelo contrário, este assunto, quando era abordado naquela época, sempre era visto com preconceitos de vários graus e espécies, e sempre rotulado de sobrenatural, supersticioso, oculto, místico, etc., e até mesmo considerado, pelas religiões tradicionais ocidentais, como “coisas do diabo”. Inclusive foi motivo, na idade média, de milhares de bárbaros assassinatos “em nome de Deus”, nas famigeradas Inquisições, de pessoas inocentes cujos “crimes” foram manifestarem faculdades mediúnicas. Em suma, até antes da chegada do Espiritismo, a humanidade era completamente ignorante a respeito dos fenômenos e fatos "paranormais", principalmente os mediúnicos. O Espiritismo, desde a meada do século XIX – inicialmente com “O Livro dos Médiuns” e posteriormente com centenas de outras publicações – gradativamente vem nos esclarecendo, com bases racionais e lúcidas, os detalhes teóricos e práticos da fenomenologia mediúnica, em particular da mediunidade a serviço da paz, da fraternidade e da solidariedade, enfim, a serviço do progresso e do bem estar da humanidade. =
Parte 6 = O “boom” das mediunidades O
ineditismo das comunicações Os fenômenos chamados “paranormais”, com destaque para os mediúnicos, sempre estiveram presentes na nossa história, inclusive vários deles estão descritos em tradicionais escrituras religiosas, por exemplo na Bíblia. Entretanto, eles sempre ocorreram, como se diz aqui no nordeste, “de caju em caju”, ou seja, eram muito raros, esparsos e esporádicos, sempre constituindo grandes novidades quando se manifestavam. Justamente quando surgiu o Espiritismo, aconteceu uma mega “coincidência” na nossa história haja vista que os fenômenos mediúnicos – que, repetindo, sempre foram muito raros, esparsos e esporádicos – passaram a ser freqüentes, múltiplos e crescentes, chegando a fazer parte do cotidiano de muitas pessoas e povos, em particular aqui no abençoado Brasil. Em palavras mais claras, em paralelo com o advento do Espiritismo, as comportas das mediunidades – que até então estavam praticamente fechadas – se escancaram abruptamente e em definitivo, e as mediunidades passaram a se manifestar em quase todas as partes e em quase todas as pessoas. Em verdade, é perfeitamente compreensível o motivo dessa “coincidência” haja vista que as mediunidades foram, são e serão os meios (canais) indispensáveis para a Alta Espiritualidade da Terra nos enviar seus ensinamentos. Ou seja, a generalização e a proliferação das mediunidades foi e é absolutamente indispensável para o Espiritismo existir, atuar e se desenvolver. Na realidade, em analisando o Espiritismo como um todo, temos sólidos motivos para crer que aquele fato não foi nenhuma coincidência, e sim podemos concluir que existem (pelo menos) fortes evidências de que foi a Alta Espiritualidade da Terra quem promoveu aquele “boom” da mediunidade, justamente para o Espiritismo ser implantado e desenvolvido aqui na Terra, assim também evidenciando que o Espiritismo foi e é promovido pela Alta Espiritualidade da Terra. =
Parte 7 = Os
inéditos esclarecimentos Até 1857, os únicos ensinamentos que os ocidentais recebiam sobre a vida após a morte eram os tolos e infantis “céu, inferno e purgatório” pregados ditatorialmente pelas tradicionais Igrejas Católica e Protestantes, ensinamentos estes que, se fossem verdadeiros, evidenciariam uma justiça divina parcial, temperamental, injusta, etc. Finalmente, através do Espiritismo, passamos a receber detalhadas e até minuciosas explicações racionais, lúcidas e lógicas da nossa vida após a morte. =
Parte 8 = Os
esclarecimentos
complementares Os
esclarecimentos dos errôneos ensinamentos Na época em que o Espiritismo chegou na Terra, apenas poucas doutrinas orientais falavam sobre reencarnação e lei de causa e efeito ou carma. Merecido destaque deve ser dado ao Budismo que, desde antes de Jesus, prega essas duas realidades importantíssimas da vida, embora trate o carma com algum fatalismo. Novamente referindo-se ao Dr. Severino Celestino, ele também lembra, naquele mencionado livro, que a Igreja Católica aceitava a reencarnação até o ano de 553, quando foi realizado o II Concílio de Constantinopla, no qual, graças aos interesses pessoais e à firme atuação do imperador Justiniano – “um teólogo que queria saber mais sobre teologia que o papa”, segundo Dr. Severino – foi sumariamente “revogada” a reencarnação, que então foi substituída pelo dogma da ressurreição. Estes dois assuntos - reencarnação e lei de causa e efeito - estão intimamente ligados haja vista que somente através da reencarnação é possível compreender não somente uma finalidade válida, construtiva e progressista para a nossa existência como uma lei de justiça divina realmente justa e imparcial. Em outras palavras, se a reencarnação não existisse, e só tivéssemos uma única existência, de que valeria desenvolvermos nossos valores éticos, morais, fraternos e solidários se, neste caso, após a morte tudo acabaria? Além disto, que Deus seria esse que, quando estivesse de bom humor, criaria seus filhos saudáveis, ricos, belos, com vida longa, etc., e quando estivesse de mau humor, criaria seus filhos doentes, pobres, com vida curta, etc.? A respeito desses dois assuntos tão extremamente importantes para a nossa lúcida compreensão da vida, do universo e de Deus, a luz se ampliou consideravelmente com o Espiritismo, inicialmente com os livros de Kardec e posteriormente através de sucessivas e múltiplas comunicações mediúnicas que até hoje ocorrem, e continuarão a ocorrer, esclarecendo minuciosos detalhes tanto da reencarnação quanto da lei de justiça do universo que não pune nem castiga nem premia, e sim educa – se necessário pela dor – e sim devolve os efeitos das ações boas e más, porém sem fatalismo, e sim com amor e misericórdia, por exemplo, através do perdão cármico “conforme perdoares a quem te fizer mal”, do parcelamento cármico, da compensação cármica, etc. Enfim, através da reencarnação e da lei de justiça do universo, podemos compreender não somente uma finalidade válida, construtiva e progressista para nossas vidas como um Deus amoroso, justo e educador, porém misericordioso, que concede a todas as Suas criaturas infinitas reencarnações para, gradativamente, retificarem seus erros, aprenderem a não repetirem erros passados e a não cometerem novos erros, progredirem continuamente e conquistarem a felicidade. Ainda a
respeito da lei de causa e efeito, ou carma, outra curiosa
“coincidência” histórica é o fato do enunciado dessa lei ser, ao pé da letra, absolutamente idêntico ao da célebre
terceira lei do cientista Isaac Newton: =
Parte 9 = Os
inéditos tratamentos, Infelizmente, até hoje as Igrejas Católicas e Protestantes praticam – “em nome de Deus”... – os anti-cristãos “exorcismos” que consistem na sumária, inapelável e brutal expulsão de espíritos maus, ou seja, os obsessores. Por que anti-cristãos? Porque se esquecem que eles, os obsessores, também são filhos de Deus, portanto, merecedores da nossa ajuda fraterna e solidária, e não da nossa violência. Finalmente com o Espiritismo chegou à Terra o tratamento, em moldes verdadeiramente cristãos, da problemática obsessiva, tratamento este que consiste na ajuda e na orientação tanto de obsediados como de obsessores. A este
respeito, o autor já chegou a se questionar: =
Parte 10 = O
ineditismo da fé raciocinada Até 1857 as tradicionais doutrinas religiosas ocidentais, sem permitirem nenhuma contestação, impunham aos seus fiéis uma fé absolutamente cega, ou seja, obrigavam a incondicional crença nos postulados, ditames e dogmas daquelas religiões. Finalmente,
através do Espiritismo chegou à Terra uma enorme e revolucionária
novidade sobre fé, e uma infalível vacina contra o fanatismo - a fé
raciocinada - assim
enunciada por Kardec: Inclusive o próprio Kardec - plenamente consciente da falibilidade dele e até de muitos dos espíritos que o assistiam - chegou a dizer que, se um dia a ciência provar que um ensinamento espírita está errado, que se abandone imediatamente aquele ensinamento espírita, e o substitua pelo cientificamente correto. =
Parte 11 = O
ineditismo do tripé ciência e filosofia Antes do Espiritismo, nenhuma doutrina religiosa se apoiava (muito pelo contrário, nem queria e nem podia se apoiar) em bases científicas ou, pelo menos, nas bases científicas que fossem possíveis, por exemplo, adotando, em paralelo com a fé raciocinada, métodos de estudo e pesquisa rigorosa e intransigentemente racionais, lógicos, lúcidos e sensatos, e também conforme os rígidos e imutáveis preceitos científicos “Não existe efeito sem causa”, “Toda causa tem um efeito” e “Todo efeito tem uma causa”. Assim, pela primeira vez na nossa história e graças ao Espiritismo, ciência, filosofia e religião começaram, mesmo que timidamente, a falar a mesma língua. Em outras palavras, fatos e fenômenos considerados transcendentais, sobrenaturais, paranormais, ocultos, místicos, supersticiosos, etc. passaram a ser pesquisados e compreendidos através de uma ciência que, mesmo por enquanto ainda sendo experimental, produziu uma racional, lúcida e lógica filosofia de vida com inevitáveis conseqüências morais e religiosas positivas e saudáveis. =
Parte 12 = O
esclarecimento Desde que foram fundadas, e até hoje, as tradicionais religiões cristãs católicas e protestantes pregam, repetidamente e com veemência, a existência de um poder supremo do mal, chamado "diabo" ou "demônio" ou "satanás", ser maligno este que teria poderes iguais ou quase iguais ao de Deus. Sem dúvida, esse poder supremo do mal serviu e serve como magnífico instrumento para aquelas igrejas "justificarem" aos seus fiéis os aparentes fracassos tanto da fé cega quanto do Deus que eles pregam. Finalmente veio o Espiritismo e - dentro da fé raciocinada e conforme as racionais, lógicas e lúcidas explicações principalmente das leis de progresso, reencarnação e causa e efeito - demonstrou que não existe esse poder supremo do mal na Terra, e sim: Em primeiro
lugar Em segundo
lugar Em resumo, o
Espiritismo esclarece: =
Parte 13 = O
esclarecimento do errôneo ensinamento Realmente, os judeus têm justificativa para acreditarem que eles devem temer a Deus porque assim é claramente ensinado nas escrituras religiosas deles, aquelas constantes no Velho Testamento da Bíblia católica e da Bíblia protestante. Mas não os cristãos porque nos relatos feitos pelos quatro evangelistas dos ensinamentos de Jesus (Novo Testamento) não existe menção ao tal "Temor a Deus", e sim, muito pelo contrário, Jesus relata um Deus justo porém amoroso, sábio, compreensivo, equânime e misericordioso. Mas, como sabemos, o tão tradicional e célebre "dever dos cristãos" de temer a Deus - imposto ditatorialmente pela Igreja Católica e copiado literalmente pelas Igrejas Protestantes - está tão arraigado (pelo menos) nos católicos e protestantes que esse "dever de temer a Deus" se transformou não somente numa imperativa e absolutamente indispensável "obrigação cristã" como uma demonstração inequívoca de fé em Deus. Em outras palavras, segundo tal ensinamento, quem não temer a Deus não pode acreditar em Deus e nem pode ser considerado cristão... Finalmente,
por intermédio do Espiritismo, a Alta Espiritualidade da Terra ratifica,
detalha e esclarece aquele ensinamento milenar de Jesus de um Deus tão amoroso, tão sábio, tão compreensivo, tão justo,
tão equânime e tão misericordioso que salta às vistas a seguinte
conclusão lógica e racional: =
Parte 14 = O
esclarecimento do errôneo ensinamento Este caso é semelhante ao anterior, ou seja, os judeus têm justificativa para acreditarem na ira divina porque assim é claramente ensinado nas escrituras religiosas deles, aquelas constantes no Velho Testamento da Bíblia católica e da Bíblia protestante. Mas não os cristãos porque nos relatos feitos pelos quatro evangelistas dos ensinamentos de Jesus (Novo Testamento) não existe menção a tal ira divina, e sim, repetindo, muito pelo contrário, Jesus relata um Deus justo porém amoroso, sábio, compreensivo, equânime e misericordioso. Também como sabemos, outro tradicional e célebre "dever dos cristãos" - também imposto ditatorialmente pela Igreja Católica e copiado literalmente pelas Igrejas Protestantes - é o nosso dever de acreditar na "Ira Divina". Esta crença está tão arraigada (pelo menos) nos católicos e protestantes que este dever de acreditar na "Ira Divina", tal qual ocorreu com aquela obrigação de "Temer a Deus", também se transformou não somente numa imperativa e absolutamente indispensável "obrigação cristã" como uma demonstração inequívoca de fé em Deus. Em outras palavras, segundo tal ensinamento, quem não acredita na "Ira Divina" não pode acreditar em Deus e nem pode ser considerado cristão... Finalmente,
por intermédio do Espiritismo, a Alta Espiritualidade da Terra ratifica,
detalha e esclarece aquele ensinamento milenar de Jesus de um Deus tão amoroso, tão sábio, tão compreensivo,
tão justo, tão equânime e tão misericordioso que também salta às
vistas a seguinte conclusão lógica e racional: =
Parte 15 = O
não proselitismo Em muitos casos, ou talvez na maioria dos casos, em maior ou menor grau as religiões são eminentemente proselitistas, ou sejam, empenham-se no que elas consideram o “dever religioso” de conseguir novos adeptos para seus credos. Algumas chegam a ponto de fazer insistentes catequeses explícitas de porta em porta, enquanto outras se utilizam de modernos e poderosos meios de comunicação de massa, como rádios, jornais, televisões, etc. O Espiritismo, embora se empenhe na divulgação da sua doutrina, mas apenas da sua doutrina, não move uma palha para convencer ninguém a se tornar espírita, inclusive sem sequer perguntar os credos daqueles que freqüentam e/ou se utilizam dos serviços gratuitos dos centros espíritas. Portanto, o Espiritismo é um dos raros casos de não proselitismo declarado, explícito, público e notório. =
Parte 16 = A
inédita doutrina aberta, A
inédita liberdade doutrinária Ao contrário de todas as demais doutrinas religiosas e filosóficas do mundo, o Espiritismo não tem “escrituras definitivas” que devem ser aceitas como verdadeiras e inabaláveis pelos seus fiéis. Muito pelo contrário, a base doutrinária (ou as linhas gerais) do Espiritismo foi claramente estabelecida por Kardec e pelos milhares de espíritos que o assessoraram, mas ele mesmo esclareceu que, na medida em que aqueles ensinamentos fossem compreendidos e aceitos, gradativamente novas revelações seriam feitas, como foram e são feitas, e como continuarão a ser feitas. Uma conseqüência direta desta inédita característica do Espiritismo é a também inédita liberdade plena que têm os milhares de centros espíritas de cada um praticar o Espiritismo conforme suas próprias interpretações dos ensinamentos tanto de Kardec como dos mensageiros do Alto que continuam a nos ensinar. Isto, ao invés de criar uma bagunça doutrinária, é extremamente salutar porque, enquanto alguns dirigentes espíritas estacionaram culturalmente no século XIX, porque permanecem ortodoxos e apegados até às vírgulas de Kardec, outros assumem posturas mais ou menos liberais e principalmente receptivas às novas e gradativas revelações do Espiritismo. Neste particular, vale a pena esclarecer que, embora tenha sido enorme a dosagem das extraordinárias e revolucionárias revelações feitas através de Kardec, repetindo, feitas na metade do século XIX, elas se limitaram à nossa capacidade máxima de, naquela época, conseguirmos compreende-las e aceita-las. Afinal de contas, naquela época ainda estávamos praticamente na mais completa ignorância sobre reencarnação, lei de causa, vida após a morte, mediunidades, obsessão, desobsessão, etc. De lá para cá, na medida em que desenvolvemos a capacidade de compreender e aceitar novas revelações, o “véu de Isis” (o véu que encobre a verdade) está sendo gradativamente levantado pelo Espiritismo, e continuará a ser levantado, o que significa dizer que o Espiritismo ainda tem muito a nos revelar. =
Parte 17 = O
último esforço concentrado Ramatis é um conceituadíssimo instrutor espiritual eclético e universalista. Ele é admirado e aceito por muitos espíritas e por praticamente todos os universalistas, mas é (no mínimo) abominado por muitos espíritas ortodoxos. Em praticamente todos os livros que ditou mediunicamente – principalmente em “Missão de Espiritismo”, ditado ao saudoso Hercílio Maes e publicado pela Editora do Pensamento – Ramatis não mede palavras para enaltecer os extraordinários méritos do Espiritismo, o qual, dentre muitos outros elogios, define como o último esforço concentrado do Alto para esclarecer a humanidade terrestre, antes do tão profetizado “Juízo Final”. =
Parte 18 = A
doutrina cristã mais moderna e lúcida Em gênero, número e grau, o autor (e muitas pessoas espíritas e não espíritas) também concordam com o mestre Ramatis quando ele diz que o Espiritismo é a doutrina cristã mais moderna de todas. E o autor complementa, lembrando que o Espiritismo também é a doutrina cristã mais racional, mais lógica, mais lúcida e a mais progressista de todas. Isto pode ser facilmente comprovado. Basta compreender as inéditas e revolucionárias características do Espiritismo e compara-las com as das demais doutrinas cristãs. Em verdade, podemos perceber, sem exagero, que o Espiritismo não é apenas a doutrina cristã mais moderna, racional, lógica, lúcida e progressista de todas, e sim é a doutrina mais moderna, racional, lógica, lúcida e progressista entre todas as doutrinas cristãs e não cristãs da Terra. =
Parte 19 = O
universalismo do Evangelho O Espiritismo é uma doutrina 100% cristã porque baseia-se solidamente nos ensinamentos de Jesus. Ele, Jesus, não criou nenhuma religião, e sim nos legou o Evangelho que, nas palavras do mestre Ramatis, não é um mais um código religioso, e sim um inédito código universal de ética, moral e religiosidade que – justamente por ser um resumo do código de ética, moral e religiosidade de todo o universo – serve e se aplica para todos, independente de credos religiosos. Ou seja, o Evangelho de Jesus é 100% universalista. Além disto, Ramatis concorda plenamente com a versão espírita segundo a qual o Espiritismo foi, é e continuará sendo presidido pessoalmente por Jesus. Portanto, analisando e concatenando esses fatos, é fácil concluir que – não necessariamente do ponto de vista de espíritas e não espíritas, e sim da Alta Espiritualidade da Terra – o Espiritismo é eminentemente universalista, e não mais uma das centenas de doutrinas religiosas e/ou filosóficas estanques e ensimesmadas. Ou, em outras palavras bem humoradas, o Espiritismo “não é espírita”... e sim eclético e universalista... A propósito, lembrando três fatos já mencionados neste texto, uma demonstração do universalismo do Espiritismo foi aquele super elogioso parecer mediúnico de Dr. Bezerra de Menezes àquele livro universalista do autor. Outra demonstração foi aquela nomeação do autor, um universalista declarado, como diretor de um centro espírita. Mais uma demonstração é a diversidade de posturas dos centros espíritas haja vista que uns realizam reuniões mediúnicas vetadas ao público enquanto outros fazem isto de portas abertas, uns aceitam e valorizam os serviços espirituais de pretos-velhos, índios, espíritos da natureza, etc., enquanto outros não, uns só aceitam o que Kardec disse, outros não, uns trabalham com apometria, cromoterapia, etc. enquanto outros não. =
Parte 20 = “A
ponta do iceberg” Por tudo que já vimos, vale a pena repetir, ratificar e frisar que o Espiritismo não é – como muitos espíritas e não espíritas erroneamente julgam – mais uma doutrina religiosa e/ou filosófica a competir com as demais da Terra. E sim é um conjunto de gradativos e sucessivos ensinamentos inéditos, e/ou retificadores e/ou complementares aos já existentes, todos eles neutros, ecléticos e universalistas, todos eles enviados, praticamente em massa, ou pelo menos em enorme e crescente escala nunca antes vista, pela Alta Espiritualidade da Terra, destinado a toda a humanidade terrestre, independente de credos religiosos e/ou filosóficos. Ainda em palavras mais claras, aquilo que tradicionalmente se julga ser o Espiritismo é apenas a pequena “ponta do iceberg” do gigantesco e inédito trabalho espiritual (de milhares e milhares de espíritos) chamado Espiritismo. Por que? Porque o Espiritismo é mais, muito mais, muitíssimo mais do que os não espíritas e até os próprios espíritas imaginam, haja vista que, repetindo mais uma vez, trata-se de um conjunto de gradativos, sucessivos, revolucionários, contínuos e crescentes ensinamentos neutros, ecléticos e universalistas do Alto destinados a toda a humanidade terrestre, independente de credos religiosos. =
Parte
21 =
=
Parte 22 = Observações muito importantes O
autor, consciente das suas naturais imperfeições e principalmente da sua
humana falibilidade, reconhece que os 17 méritos que acabamos de analisar
não devem constituir a totalidade dos méritos do Espiritismo, e
sim são aqueles que ele, dentro das suas limitadas capacidades, conseguiu
perceber e compreender de maneira racional, lúcida e imparcial. Desses
méritos do Espiritismo ainda não conhecidos – considerando-se
não o Espiritismo ”tradicional”, ou seja, o Espiritismo como mais uma
religião, e sim o Espiritismo como um gigantesco esforço concentrado,
eclético e universalista da Alta Espiritualidade da Terra para nos
esclarecer antes do “Juízo Final” – talvez
um dos mais extraordinários méritos seja a própria diversidade de
meios utilizados pela Alta Espiritualidade da Terra para nos fazer as
suas “revelações”. Em outras palavras, o Espiritismo utiliza como seus “canais” não apenas o Espiritismo “tradicional” e sim também várias áreas do conhecimento humano, inclusive áreas científicas. Como
a Alta Espiritualidade da Terra faz isto? Tanto treinando previamente e
promovendo encarnações de pessoas com missões especializadas quanto
intuindo fortemente determinados encarnados formadores de opinião. Um
exemplo desses “outros canais do Espiritismo” é o relativamente
recente ramo da ciência intitulado Parapsicologia que estuda,
cientificamente, os fenômenos “paranormais”. Outro
exemplo, na área médica, são as múltiplas constatações da sobrevivência
lúcida e consciente do ser humano enquanto seus corpos, nas mesas de
cirurgias, estiveram clinicamente mortos. Outro
exemplo, também na área médica, são (pelo menos) os fortíssimos indícios
de reencarnações observados nas regressões de memórias,
particularmente nas chamadas TVP - terapias de vidas passadas. Mais
um exemplo podem ser as experiências não religiosas, realizadas em várias
partes do mundo, inclusive por cientistas, da TCI - Transcomunicação
Experimental - que, através de aparelhos comuns (televisões, telefones,
rádios, gravadores, etc.) e especiais realizam comunicações
experimentais com desencarnados. Mais
outro exemplo podem ser as fortes intuições feitas nos autores de
livros, peças e filmes para realizarem obras que abordem reencarnação,
vida após a morte, etc. =
Parte
23 = A
Nossa Gratidão
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